sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Sexta-feira.

Sexta-feira. Ainda bem que é sexta-feira. Essa semana foi uma das piores que passei. O principal motivo foi a virose que acometeu minha filha. Graças a Deus ela está melhor. Acredito que ainda ressentindo um pouco por causa da desidratação, mas melhorando. Pena que esse não foi meu único problema.

Final de semana passado, passei por alguns questionamentos. Acabei eu mesmo me questionando sobre várias coisas do meu dia a dia. O principal questionamento foi se eu realmente necessitava dos medicamentos que faço uso, se era preciso eu me isolar de tudo e de todos à procura de mim mesmo e se ao fim de tudo, era imperativo o TDAH sobre mim.

Tenho que rir. Sabe por que? Simplesmente pelo fato de não ter chegado a conclusão alguma e além disso ter me prejudicado enormemente. Primeiro abri mão de fazer uso dos medicamentos. Depois abdiquei das atividades físicas que estava fazendo. Mais adiante abandonei a idéia que eu estava melhorando... Tudo desabou.

Não consegui trabalhar direito. Meu sono nunca andou tão desregulado (ontem acordei 7 horas, coisa que não faço nem nos finais de semana). Leitura? Não vi nem a capa dos livros que estava lendo. Televisão? Aprisionei-me nesse objeto de desafeto. Ansiedade, nem me fale nela. Falta de objetivos? O que são objetivos? Até o Blog ficou meio que jogado às traças...

Não sei que atitude tomarei daqui para frente. Até abandonar a psicóloga já está nos meus planos. Talvez a troque por uma dose de vodka (brincadeira). Mas não quero mais ver as pessoas me olhando como seu eu gastasse todo o tempo e dinheiro em função da minha saúde e bem estar. Essa fase passou. Provavelmente foi a única decisão concreta que tomei durante essa semana. Não serei mais objeto de questionamentos dos meus pares. Pelo menos no tocante aos dispêndios que todos têm comigo. Não quero sequer um olhar de piedade sobre mim. Sou um “TDAH” e dificilmente algo vai mudar isso. Mas não sou um mendigo a pedir esmola na porta de uma igreja qualquer.

Decisões, decisões, decisões, decisões. Como é difícil tomá-las. Mas postergá-las também traz suas conseqüências.


Um abraço a todos.


Ps.: A única coisa que não muda para mim é o AMOR que sinto pela minha pequena Isabella.

3 comentários:

luma disse...

E é por amor que deve se cuidar! Não deixe que as críticas alheias o afete. Só você sabe onde aperta o seu calo. Fortaleça-se! Beijus

Carolina Arêas disse...

O amor aos filhos... isso realmente é maior que tudo!

Wylyan Lamartine Dias disse...

Cara, para te ajudar só um pouquinho com esta tão difícil decisão, tente se lembrar do seu dia-a-dia, da ansiedade, do progresso, do trabalho, da auto-estima e até do número de questionamentos existenciais que você teve enquanto estava fazendo uso dos medicamentos, se lembre com cuidado de tudo e compare com esta semana que graças a Deus já passou. Com certeza você já sabe a resposta.

Sobre o olhar de piedade das pessoas, é simples. Você tem Tdah, você precisa do tratamento, mas ninguém precisa saber disso, mesmo quem já sabe, deixe esquecer, continue a fazer o que é necessário para você ter uma vida melhor mas não faça questão que alguém saiba disso, leve a elas apenas o prazer da sua presença e compania, o que de modo algum é pouco, ainda mais quando você está bem com você.

Grande abraço e me mande no email o seu celular para começarmos a manter um contato blz?

wylyanl@hotmail.com
9316-8609

Que esta semana seja muiiiito melhor para você ;-)