quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Liberdade

Essa semana estava lendo uma revista da Folha de São Paulo. Chama-se “Família”. Nela encontrei diversas reportagens interessantes, mas uma me chamou mais a atenção.

A revista traz a questão da liberdade sexual adotada por determinadas famílias no que diz respeito ao relacionamento de seus filhos e seus parceiros. Intitulada “Eles podem namorar em casa” a matéria traz a baila a questão de como pais e filhos estão aderindo aos que eles chamam de “sexo delivery” familiar.

Sem entrar muito no mérito do texto, acho difícil conviver com essa expressão. Agir naturalmente diante dessa permissividade me incomoda. Outro dia mesmo fiz uma postagem falando a respeito de uma “menina” que está grávida aos 16 anos. Naquele dia disse acreditar que é um desperdício de uma fase importante na vida dessa garota. Ela não está pronta para ser mãe. Todavia o que lhe restou?

Não quero ser hipócrita a ponto de dizer que o que os olhos não vêm o coração não sente. Não é o fato dos filhos dormirem em casa com seus parceiros ou não. A questão vai além. É não dormir em casa e também não dormir na rua.

Castidade já virou motivo de chacota nas escolas. Nossos filhos estão sujeitos a perderem o encanto que um relacionamento sadio e maduro pode lhes oferecer. A troca de parceiros não vai lhes trazer felicidade.

Concordo com a terapeuta Magdalena Ramos, coordenadora do Núcleo de Casal e família da PUC-SP, quando ela diz que a necessidade de se auto-afirmar faz com que o jovem perca o encanto que a sexualidade pode ter. Muitas relações só trazem frustrações.

Minha opinião é que os pais devem mudar seu comportamento. Não em função de punição aos filhos. Mas no sentido de ter um relacionamento mais intenso e proveitoso com seus filhos. Pais e filhos precisam se conhecer mutuamente. Eles necessitam de audácia de se abrir e serem transparentes. Ao compartilharem suas frustrações, tristezas, alegrias, angústias e medos, a intimidade atingida vai trazer automaticamente o respeito mútuo.

Acredito ser essa uma fórmula para preservarmos o nosso relacionamento com nossos filhos e também o relacionamento deles com seus parceiros.

Um abraço a todos.

Um comentário:

Luciana Cantanhede disse...

Estou com a revista aqui em casa mas ainda não li ela ...
mas mesmo assim concordo com suas palavras, é tanta menina perdendo sua adolescência com uma gravidez indesejada. E os pais estão encarando tudo isso como normal, talvez na tentiva de serem "modernos", mas como você disse isso não vai trazer felicidade alguma aos seus filhos.
Que mundo este...