segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Envelhecendo...

Ontem conversando com o Paulo Bottrel (irmão de meu amigo Daniel), ouvi dele um caso que me chamou a atenção. Ele comentava que no mês passado a D. Dirce, sua mãe, comemorou seu aniversário de 70 anos. Até aí nada demais, se não fosse o comentário feito por ela: “Como esses anos passaram depressa”.

Essa frase ficou na minha cabeça. Por que os anos têm passado tão depressa? Talvez pela urgência angustiante da nossa vida cotidiana. Antigamente as pessoas tinham tempo para um “dedo de prosa”, para sentar na varanda e “bater um papo”, “jogar conversa fora”. As pessoas costumavam sorrir com os olhos. Hoje, temos a impressão que ao dormir tínhamos 20 anos e ao acordar já somos sexagenários.

Eu, particularmente me assombro com meus cabelos brancos aos 33 anos de idade. Não pelos cabelos em si, mas pela associação que faço com a velhice que se aproxima (?). Tenho sentido que me falta tempo para amar e dialogar com meus próximos. Não estou lembrando quem comentou outro dia que minha filha sorri com os olhos, mas sei que meus sorrisos hoje em dia não passam de uma máscara.

Como já disse anteriormente, estou lendo o livro “Os Segredos do Pai Nosso – A Solidão de Deus”. Nele, Augusto Cury nos diz que a tão conhecida oração foi dirigida a todas as pessoas, independente de raça, credo ou cultura. Ela é dedicada aos que necessitam se esvaziar e se tornarem eternos aprendizes. Aos que buscam serenidade e mansidão, aos que têm sede e fome de justiça.

Certo estou de que me enquadro dentro dessas necessidades. Digo isso, pois sei que minha alma almeja um ser mais transparente, amoroso, despojado dos apegos do cotidiano.

Um abraço a todos.

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