quinta-feira, 30 de agosto de 2007

E os nossos filhos?

Quando minha filha nasceu, já existia em mim um sentimento de responsabilidade muito grande. Diferente dos meus pais (por falta de condições), minha intenção sempre foi dar o melhor para ela. Tenho muitos sonhos a serem realizados. Quero dar os melhores brinquedos, roupas, escola, diversão. Não ouso pensar nela passando as dificuldades pelas quais passei.

Quando paro para pensar, imagino as atividades que ela fará, os cursos em que ingressará, quantas línguas diferentes aprenderá. De preferência ainda sonho com uma boa tenista surgindo daquele sorriso maravilhoso.

Essas são as melhores das intenções, certo? Talvez. Assim será se eu, como pai, não privá-la da sua infância, do seu desejo de descobrir o mundo com seus próprios pés e mãos. Não posso de maneira alguma frustrar minha filha do seu tempo para brincar e de se encantar com a vida.

Se os pais não são atentos, a criatividade de seus filhos nunca se desenvolverá. Sua capacidade de inventar, de ousar será tolhida. Muitas atividades (televisão, Internet, esportes, dança, brinquedos) tendem a obstruir a infância de nossos filhos.

O que temos que ter em mente é que a preparação que nossos filhos necessitam diz respeito à solidariedade, à mansidão, ao amor, à arte de pensar (criatividade).

Pais, não se esqueçam de chorar com seus filhos, sonhar com eles, se alegrar com eles, se frustrar com eles. Tudo isso juntos. Não cada um em seu espaço reservado. Para mim essa é uma lição valiosa, pois sou daqueles que crê na necessidade de se ter espaço. Bobagem minha talvez. Um bom pai acompanha seu filho na escola. Ajuda-o a lidar com os fracassos. Trabalham suas emoções.

Nossos filhos não são máquinas de aprender. O que eles realmente precisam aprender é a viver.

Um abraço a todos.

Um comentário:

Fernando Salmazzi disse...

Belo texto amigo é bom ler uns textos bonitos assim.
um abraço