segunda-feira, 30 de julho de 2007

Namorantes

Nessa semana estou lendo o livro “Namorantes” de Maria Helena Matarazzo. De início não achei que iria me interessar pelo tema, mas fui surpreendido por verdades que refletem bem como as pessoas hoje em dia têm se relacionado.

As pessoas atualmente têm a falsa impressão de que quando estão amando não precisam de mais nada. De que o amor, apesar de ser um sentimento, tem que ser constante, sem variações. Devemos imaginar como são os nossos sentimentos. Eles mudam? Claro que sim. Hoje estamos felizes, amanhã tristes. Num dia somos tomados pelo ódio, no outro pela compaixão. Sendo assim o amor, um sentimento, também apresenta suas oscilações.

Temos a idealização de que viveremos eternamente uma paixão desenfreada. Acabamos por idealizar nossos parceiros como sendo a pessoa mais agradável do mundo, a perfeição em forma de gente. Todavia isso tornará a idealização maior do que o companheirismo do relacionamento. Maior do que o desejo sexual. Projetamos no outro a figura divina, glorificando-o e ao mesmo tempo buscando nele o amor pleno, sem histórias passadas, sem outros amores vividos.

O amor é um dom Divino. É uma experiência emocional que tem seu fundamento no respeito mútuo, na ternura, na proteção contra a solidão, na reciprocidade e cumplicidade. O amor cria uma dependência mútua. Uma vinculação de prazeres, de perspectivas, de tristezas, de intentos futuros. Todavia apenas o amor de Deus é perfeito.

Quando idealizamos demasiadamente o amor passamos a pensá-lo como uma garantia em nossas vidas. Na verdade ele deveria ser um desafio. Devemos parar de ter a expectativa de sentirmos mais do que realmente sentimos. Como qualquer outra emoção em nossas vidas, o amor também varia em sua amplitude. Portanto não devemos criar o paradigma de que a pessoa amada é apenas aquela que nos deixa feliz o tempo todo. Amar também dói, exige concessões, oscila na balança da vida.

Creio que deveríamos colocar uma pitada de realismo ao nosso romantismo. Assim não teríamos a impressão de que ou o amor é ruim ou somos nós que amamos de maneira errada. O amor é simplesmente o amor. Tal como é descrito no livro de Coríntios (Bíblia).


Um abraço a todos.

Um comentário:

Lucila disse...

Amor,
Que Deus continue abençoando o nosso lar enchendo sempre nossos corações com o seu verdadeiro amor.
Que a cada dia a cumplicidade, o respeito e o carinho que temos um pelo outro renove os alicerces de nosso casamento. Beijos.