terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Martian Child (Ensinando a Viver)

Esse é mais um bom filme que vi recentemente. Bom no sentido das lições que nos são passadas, a nós, que vivemos trancafiados em nosso próprio mundo, isolados da realidade que nos cerca.

Esse é um filme com John Cusack, no qual ele representa um escritor de sucesso, que utilizou sua capacidade criativa, sua imaginação, para "chegar lá", como alguns de nós diríamos. Esse é um filme que trata sobre a exclusão daqueles que são considerados problemáticos; que vivem trancafiados em um mundo de fantasias.

O protagonista, já adulto, resolve adotar uma criança, que tal como ele quando criança, vive num mundo de fantasias, considerando-se um alienígena, mais especificamente um marciano. Esse garoto vive preso ao seu mundo imaginário, não se permitindo uma boa convivência com os demais indivíduos que vivem ao seu redor. Nosso garoto realmente acredita ser um marciano em missão de exploração na terra. John Cusack passa o filme inteiro tentando provar seu amor de "pai" para com o garoto, vivendo as mais diversas situações, na busca de conquistar o amor daquela criança.

O desfecho do filme se dá no momento em que o garoto resolve fugir de casa, acreditando que os marcianos estão a caminho para buscá-lo. Quando o pai encontra o garoto, ambos mantêm um longo diálogo "dependurados" em um observatório (se não me engano). Durante essa conversa podemos retirar a lição do filme. A força da redenção do amor e o sentido da palavra "família".

Ademais, antes do apagar das luzes, o narrador nos diz que devemos realmente encarar as nossas crianças como sendo "marcianos", pois quando vêem ao mundo, não conhecem nada dele, nem tampouco das pessoas que estão ao seu redor. Portanto é extremamente necessário demonstrar amor a elas, bem como fortalecer os laços de família com as mesmas, retirando-lhes todo o mesmo do convívio.

Sou capaz de extrapolar um pouco a moral do filme e dizer que essa situação acontece com qualquer um que "entra" em nossas vidas. Eles não conhecem nada a nosso respeito, são como "marcianos", e como tais, necessitam de orientação em relação a como se relacionar conosco. Não existe fórmula pronta para esse convívio. Precisamos guiá-los. Precisamos demonstrar amor, respeito e ter certo sentimento de família para com eles. Se assim procedermos, as barreiras das "raças", "cores", "espécies", serão facilmente quebradas.

Mas infelizmente não é isso que encontramos por aí. Antes pelo contrário. Em muitos dos casos a situação é totalmente inversa, encontramos pessoas que se fecham mais ainda ao perceberem que alguém se aproxima. Tal como se fosse um intruso querendo dominar nosso "mundo", e não apenas fazer parte dele, compartilhando experiências visando o crescimento mútuo, preferencialmente em amor, e amizade.

Um abraço a todos.

Ps.: A tradução do nome do filme é horrorosa, como a maioria das traduções aqui no Brasil!



Um comentário:

Grazi disse...

Oi Leo!

Dica bacana.... Me interessei dmais em assistir!

(Há tempos quero lançar um comentário mas normalmente só acesso no meu serviço e lá a pág não abre.)

Um abraço
Grazi