quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Continuando...

Ontem recebi um comentário em minha postagem do Blog feito por uma pessoa anônima. Independente do anonimato, ela me contava um breve relato de uma situação envolvendo um portador de TDAH e solicitava alguma dica/ ajuda com o caso. Bom, respondi que hoje falaria um pouco mais a respeito (o que já estava previsto). Minha cara anônima, espero que lhe ajude.

Ana Beatriz, em seu livro “Mentes Inquietas” e especificamente no capítulo que falei ontem, cita diversas dicas de convivência com um portador de TDAH. Quero aqui resumir parte delas e pincelar com as minhas experiências relacionadas a cada uma delas. Espero ser claro.

A primeira dica vai para os portadores de TDAH. Creio que vale para qualquer um, mas vamos lá: escolha uma pessoa especial, que acima de tudo (à exceção de Deus), goste da gente. Veja as virtudes e os defeitos dela, e analise se o perfil se adéqua a você.

Agora o restante que envolve portadores e pessoas que convivem com um:

1 – Procure saber mais acerca do TDAH. Tem muita literatura interessante falando a respeito. Eu mesmo recebi de presente de aniversário (hoje!!!) dois livros super interessantes. Tal fato vai lhe ajudar a entender os “mecanismos” de funcionamento de um TDAH e evitará muitos desgastes.

2 – Um portador de TDAH é constantemente motivado por estímulos. Não se esqueça disso. Como exemplo temos esportes, participar de projetos, comprar livros (esse é um dos meus exemplos!), tomar café (outro exemplo em que me encaixo!). Adrenalina, ah... fortes emoções...

3 – Cada ser humano tem sua maneira de ser e de pensar. Tente se colocar no lugar do outro para enxergar as coisas de um jeito diferente.

4 – Seja sincero. Sempre esteja pronto para ouvir e tardio para falar (já ouvi isso na Bíblia antes...). Não tenha medo de ser rejeitado por isso. Todos nós temos qualidades e defeitos.

5 – Acho que todo TDAH devia ter um tempo reservado para ser somente seu. Isso ajuda a trazer equilíbrio próprio. Muitas vezes os parceiros não entendem isso.

6 – Lembre-se: pequenas atitudes, e gestos, podem fazer milagres. Um telefonema, um e-mail, lembrar de algo que lhe foi pedido, compartilhar um momento juntos (filme, café, etc.) faz muita diferença.

7 – Nunca dê uma resposta que não seja aquela que quer dar. Quer seja sim, ou não, mais uma vez, seja sincero. Para um TDAH, fazer algo que não quer, torna-se um martírio, uma tortura. Entendam esse ponto. Eu mesmo sei como isso é importante!

8 – Se possível for, faça um tratamento médico (os remédios são caros) com o devido acompanhamento psiquiátrico e psicológico. Isso ajuda bastante. Fiz isso durante um ano. Procurei durante esse período me entender e me aceitar. Ajudou bastante.

9 – Por ser TDAH você sempre estará sujeito a se deixar levar por algum estímulo novo. Procure pensar bastante antes de se aventurar.

10 – Não se sinta frustrado em deixar que a pessoa mais organizada do relacionamento tome a frente de algumas questões do casal, principalmente da vida financeira. Não tem defeito nisso.

11 – Crie o hábito de elogiar o seu parceiro (isso faz tanta diferença – para qualquer um). Vocês não sabem o quanto um elogio levanta o moral de um TDAH. Ele por natureza se sente um fracasso.

12 – Sua vida amorosa já deve ter muitos problemas. Tente se envolver apenas com eles, e deixe a vida dos outros um pouco de lado (eu não sei fazer isso. Vivo dando conselhos para os outros).

13 – Não se culpe por seu parceiro ser um TDAH. Ajude-o. Essa aventura vai ser interessante. E não fique o tempo todo pensando no que fazer por ele. Tente aceitar, conviver e viver com essa pessoa.

14 – Não se torne o que Ana Beatriz chama de “zelador(a)” em sua casa ou relacionamento. Não cabe a você a responsabilidade de “achar tudo que está perdido”, organizar a bagunça do outro, pagar todas as contas, assumir todas as responsabilidades, etc. Cada um tem que ter o seu papel bem claro dentro do relacionamento. Isso até mesmo ajuda quem tem TDAH.

15 – O portador de TDAH normalmente é pego absorto em seus pensamentos. Ficam literalmente “viajando” e esquecem o mundo ao seu redor (eu sou assim constantemente, bem mais do que gostaria). Esse é um fato que cria muitos problemas no relacionamento. Peço a vocês: tentem entender isso. Não tem nada a ver com você especificamente. É a natureza do TDAH ser assim!

16 – Não permita que o portador de TDAH cometa abusos. Quer sejam eles de qualquer natureza. Podem ser físicos, verbais, ou qualquer outro que exista. Tudo na vida tem limite. (eu aprendi desde cedo que, se você agride a outra pessoa, quer dizer que não a respeita e não faz mais sentido o relacionamento). Essa questão para mim é primordial. Ninguém nessa vida merece ser agredido da maneira que seja em seu relacionamento. Conselho meu: se o TDAH está mais impaciente, deixe-o de lado. Daqui a pouco passa. E digo isso por experiência própria. Às vezes não leva nem 10 minutos.

17 – Cada vitória alcançada deve ser comemorada como se fosse uma “medalha de ouro”. É importante para o casal e para o TDAH ver que está progredindo, que as coisas estão caminhando. Converse sempre com seu parceiro. Uma boa conversa faz milagres com um TDAH (acho que com qualquer um!).

18 – Muitos dos portadores de TDAH possuem uma dependência de determinadas pessoas. Esse é um tópico para falar mais um pouco depois. Procure ter relações saudáveis. Eu, até pouco tempo, dependia muito de minha mãe...


Depois falo mais um pouco a respeito de tudo isso. E até parece que eu acredito que não sou mais dependente da minha mãe... Deve ser porque ando meio magoado...

Um abraço a todos.

5 comentários:

anonima2015 disse...

...

lrpena disse...

Cara amiga anônima,

não consegui entender os "...".

Qualquer coisa encaminhe um e-mail para leopena.apena@terra.com.br para conversarmos melhor sobre o seu caso. Talvez eu consiga ser mais específico e/ou direto.

Um abraço.

Anônimo disse...

Bom dia,pelo que notei é seu aniversário hoje,então
PARABÉNS voce é muito especial,que DEUS te ilumine nessa jornada e que voce realize seus sonhos e metas,curta bastante seu dia!
Quanto as dicas me ajudaram sim obrigada(tbm já li esse livro,adorei)mas tds as dicas estavam em pratica e mesmo assim não sei o que aconteceu,mas tudo bem esse romance vai acabar virando uma amizade bacana,ele deve estar na fase de buscar coisas novas,então se for para o bem dele que seja feito,só quero ve-lo feliz(eu supero) alias só o tempo para me explicar o que aconteceu (ele vai continuar dizendo que não é nada e não quero pressionar então...qual atitude tomar?só esperando não é?acho que existe outra forma de proceder?)
Quando ele percebeu que eu estava na dele aconteceu isso(deve ter pensado consegui esse jogo,perdeu a graça)mas está tudo bem.
Obrigada por tudo mesmo
Beijos

Anônimo disse...

esta dificil ,não está entrando com minha senha,se quiser responder no meu e-mail é
anonima2015@hotmail.com
obrigada pelo carinho

Patty Vitorino disse...

Assim como você, fui diagnosticada "tardiamente", mas foi tão bom explicar todas aquelas coisas que sempre aconteceram e que nunca tiveram explicação.
Legal vc manter um blog pra dar apoio. Gostaria de ter essa disposição: meu hiperfoco é pra outras coisas... hehe
Parabéns pela iniciativa!!!