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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Inflação

O Banco Central aumentou a sua estimativa para a inflação desse ano. A previsão atual é de 4,7% no ano. Segundo o BC, "O cenário benigno para os preços ao consumidor que vinha se materializado, com maior intensidade, desde meados do ano passado, arrefeceu".

Temos que ficar atentos a esse fato. Não podemos incorrer nos erros do passado. Aumento da inflação leva a aumento de juros. Temos que ter prudência na hora de consumirmos. A população brasileira não pode, mais uma vez, se maravilhar com as possibilidades do consumismo. Deve sim ter cautela para que não haja aquecimento do mercado e consequentemente aumento dos preços. A conta é simpes: Maior demanda do que oferta gera aumento de preços.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Taxas de Juros

A taxa média de juros dos empréstimos bancários para pessoas físicas caiu para 46,6% ao ano. Esse é o menor patamar dos juros desde julho de 1994 (início da divulgação da evolução das taxas). Temos que reconhecer que as taxas ainda são muito altas, mas creio que ainda temos muito espaço para futuras reduções, principalmente pelo aumento dos empréstimos consignados e pelo aumento dos leasing (para veículos).
Já os empréstimos para as empresas (afetados pela crise no mercado imobiliário americano), sofreram pequeno aumento em sua taxa devido à dificuldade de captação de recursos pelas instituições financeiras. Também sofreu acréscimo a taxa para desconto de duplicatas.
Vamos ficar atentos às futuras reuniões do COPOM para verificarmos se novas reduções vão acontecer.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Taxa Selic.

Outro dia entrei em uma discussão sobre os juros brasileiros (taxa Selic). Sem entrar muito em detalhes técnicos, vou deixar aqui minha impressão.

Quando o governo fala que mantém os juros elevados por causa do risco de inflação, creio que ele está falando apenas meia verdade. A inflação é sim uma preocupação levada em consideração, mas será que é a única?

Certamente que não. Basta pensarmos na dívida pública brasileira. Um valor que já ultrapassa a casa de R$ 1.000 trilhão! Mas o que a dívida pública brasileira tem a ver com a taxa Selic? Simples. A dívida é indexada pela nossa taxa básica. Ou seja, se o nosso governo abaixar demasiadamente os juros básicos, os investidores que mantém o seu dinheiro investido nos títulos do governo, passarão a achar não tão compensador deixar o dinheiro “aplicado” na rolagem da dívida. Assim sendo o Brasil teria que arcar não apenas com os juros, mas sim com o valor principal da dívida.

Aí sim estaríamos com problemas. Então, toda vez que você ouvir o governo falar em taxa de juros mantida por causa da inflação, veja isso como sendo uma informação parcial. Com omissão de motivos.

Um abraço a todos.