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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Percy Jackson and the Olympians: The lightning Thief. (Percy Jackson e o Ladrão de Raios).

Nesse carnaval, aproveitei a segunda-feira para ir ao cinema. O filme? Percy Jackson e o Ladrão de Raios. A princípio nada demais em relação a ele. Pensei até que seria mais um filme no estilo Harry Potter. Mas uma coisa me chamou a atenção. Nosso protagonista Percy (Perceus) é um portador de TDAH.

Confesso a todos que fiquei admirado com o fato. É a primeira vez que vejo um portador de TDAH (DDA em inglês), tendo seu transtorno retratado como se fosse algo de bom. Exatamente isso! Em determinado momento do filme, Grover (o sátiro), protetor de Percy, lhe diz que seu déficit de atenção, sua hiperatividade e sua impulsividade, são nada mais do que características de um semideus. No caso específico, filho de “Poseidon”.

Não me admira a questão do “semideus”, afinal de contas, além de ser cristão, já sou filho do Deus verdadeiro. Essa é outra história. A admiração se deu mesmo pelo TDAH estar sendo retratado, mesmo que de forma indireta, no filme. Grata surpresa. Ser DDA era o mesmo que ser um semideus. Achei muita graça no fato. Sinceramente? Fiquei rindo sozinho durante vários minutos do filme.

Cabe aqui um “agradecimento” ao escritor Rick Riordan por retratar dessa maneira nosso adolescente Percy. Não li o livro, mas imagino que não foi idéia do diretor do filme essa “sacada” acerca do TDAH. Espero que com fatos como esse, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, se torne um alvo menor de preconceito. Afinal de contas, estamos falando de semideuses... (risos).

Um abraço a todos.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Reportagem - Mentes Inquietas

No mês de agosto fui contatado por uma jornalista em busca de uma matéria sobre TDAH. Após trocarmos algumas impressões, encaminhei a ela o meu depoimento para que assim pudesse embasar a sua reportagem. Ela estava à procura de uma criança, de um adolescente e de um adulto portadores de TDAH para poder fazer o seu trabalho. Fiquei super agradecido por ter sido escolhido para dar meu testemunho acerca desse transtorno que acomete uma boa parcela da população mundial.

Essa semana recebi com alegria um e-mail da Andréia Lédio (estava me esquecendo de citar o nome dela) falando que a reportagem estava publicada. Não sei se vocês conhecem a Revista Paradoxo. No caso é uma publicação on-line há quatro anos no mercado. Lá você pode encontrar matérias diversas, todas de bom gosto e bem escritas. Gostaria de deixar aqui no Blog um link para a reportagem e conseqüentemente para a Revista.

Agradeço de antemão à Andréia pela agradável convivência desses dias. Agradeço também à Revista Paradoxo pela oportunidade que nos foi concedida de falarmos sobre o TDAH.

Segue, pois o link da matéria. Espero que gostem.

Mentes Inquietas

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Solitário

Você anda se ocultando atrás da sua posição, cultura? Por um acaso a sua eloqüência serve de escudo para você não falar de seus sentimentos?

Muitas vezes, mesmo sendo apreciados e queridos em nosso meio social, mesmo auxiliando várias pessoas, nos doando ao próximo, acabamos escondendo a nossa sensibilidade, nossas fraquezas.

Um dia, descobri que estava com uma doença (transtorno). A partir desse dia, eu, que sempre fui um homem com fé, perdi uma boa parcela da minha esperança. Sei que o TDAH tem controle, mas vivo como se fosse morrer amanhã. Muitas vezes olho para minha filha e me recolho no quarto para chorar. Não consigo me imaginar longe da minha pequena princesa.

Todos os dias sou atribulado por uma profunda tristeza. Sou extremamente ansioso devido a meus pensamentos demasiadamente acelerados e subversivos. Talvez como Augusto Cury (psiquiatra e psicoterapeuta) diria: sofro da SPA (síndrome do pensamento acelerado). Minha mãe chegou, inclusive, a cogitar depressão. Não sei se cheguei a esse ponto.

Mesmo não me achando depressivo, não consigo me abrir e falar da minha dor para os outros. Mesmo fazendo terapia uma vez por semana, não enxergo uma abertura completa do meu eu. Poucas pessoas têm uma noção parcial do que passa dentro de mim.

Talvez como Jesus, eu precise saber ser alegre e feliz, mesmo tendo motivos para ser depressivo e ansioso. Tenho costume de usar o Blog para me abrir e falar um pouco sobre mim. Estou aprendendo que o silêncio é um erro.

Mas a minha maior fonte de energia continua sendo minha adorada filha. Por ela mantenho as esperanças e expectativas de melhorar minha qualidade de vida, de saber conduzir minhas emoções.

Espero um dia não ter mais a solidão como companheira. Espero poder ter mais amigos e aproveitar o que eles podem me oferecer. Preciso ter forças para ver a Isabella crescer e ajuda-la a se desenvolver.

Um abraço a todos.