quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Terapia.

Outro dia fiz um "desafio" para alguém me falar um tema acerca do qual deveria fazer uma postagem no Blog. Deu certo. Ontem fiz novamente esse "desafio" e a palavra que saiu foi terapia. Brincando, brincando, falei para a pessoa que essa aí estava fácil. Bastava eu falar de alguém que estava prestes a comprar um apartamento e deveria verificar bem o banheiro, pois lá não podia deixar de "ter a pia". Essa foi horrível... podem me xingar.

Bom, vamos ao assunto principal. Terapia nada mais é do que tratamento. Daí podemos tirar a acupuntura, a terapia ocupacional, homeopatia, etc... Mas acho que a pessoa que tocou no assunto estava falando acerca da terapia como tratamento psicológico, emocional.

Em se tratanto dessa questão, como sou leigo no assunto, vou falar um pouco acerca do que já li a respeito. Tem um livro bom do Dr. Irvin D. Yalom, chamado "Os desafios da terapia", que tem muita coisa interessante acerca da interação entre pacientes e terapeutas. O que posso tirar de proveitoso nesse momento é na verdade parte do que me lembro dessa literatura.

Sempre enxerguei a terapia (já fiz por um bom tempo) como sendo um compartilhamento. Tanto o terapeuta, quanto o paciente estão ali, naquela situação, para dar e receber. Deve existir entre os dois, certa cumplicidade e mais do que tudo, honestidade, para que a terapia em si, traga seus resultados. Naquele consultório existem duas pessoas mantendo um relacionamento do qual, nenhum deles sairá da mesma maneira. Acredito ser esse um dos motivos que os próprios terapeutas fazerem terapia.

A terapia envolve empenho de ambas as partes. É necessário apoio ao paciente, e uma das principais questões, que semper me levaram a ir e vir de terapeutas, empatia. Cabe ao terapeuta procurar enxergar as coisas do ponto de vista do paciente, e criar vínculos com ele a partir desse ponto. Creio que haverá cumplicidade a partir desse momento.

Outro ponto fundamental, e vou parar por aqui, pois essa não é minha área, é a necessidade de cada um ser tratado de maneira única. Não creio existir um tratamento geral para todas as pessoas, nem tampouco para aquelas com características semelhantes. Eu mesmo, como portador de TDAH, percebi isso claramente. Graças a Deus tive excelente convivência com minha psicóloga Ana Paula. Ela conseguiu extrair de mim muita coisa boa, e soube me mostrar como viver e conviver com meu transtorno. Tenho uma gratidão enorme por ela, e sei que um dia ainda retornarei ao seu consultório para dar continuidade a uma conversa amigável que não terminamos (na verdade não termina nunca).

Bom é isso. Espero ter falado um pouco acerca desse tema.

Um abraço a todos.


Oração a Deus.

Deus e a Oração

Deus confirma nossas orações? Essa é uma pergunta constante que ouço em meio às pessoas, principalmente cristãos.

O que muitas vezes digo, é que a resposta sempre aparece, mas nem sempre estamos com os olhos e ouvidos abertos para receber a resposta de Deus.

Nem sempre temos respostas positivas acerca de nossas petições. Isso torna a coisa ainda mais complicada. Não são poucos aqueles que esperam sempre uma posição do seu agrado. Isso torna Deus apenas um gênio da lâmpada, pronto para atender todos os desejos (ou apenas 3 deles).

De volta à oração, acredito que, tal como encontramos no livro de Lucas, capítulo 18, devemos orar sempre a Deus, sem jamais esmorecer. Em Efésios, capítulo 6, também encontramos uma passagem na qual Paulo nos exorta a orar em todo o tempo com toda oração e súplica no Espírito. Ele nos diz para vigiar nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos.

Nossa oração a Deus deve ser constante. E não obstante, Deus nos atenderá: Sl 91:15 – “Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia, livrarei-o e o glorificarei”. Em Lc 11:9 temos: “Por isso vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.”

Agora, como disse, nem sempre temos nossa oração respondida, e em muitos dos casos, por estar ela em desacordo com a vontade de Deus.

Estejamos atentos ao que Deus fala aos nossos corações. Costumo dizer eu não adianta ficar esperando um outdoor na rua com seu nome nele e a resposta aguardada. Assim seria fácil demais. Ele se manifestará de diversas formas possíveis. Muitas vezes através de pequenas coisas, ações, mas que trarão grandes mudanças em sua vida.

Um versículo que gosto muito, está lá em Tiago, capítulo 5: “Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.”. Em outras versões diz: Muito pode pela sua eficácia a oração de um justo. E quem nos justifica, é Deus.

Seja humilde ao falar com Deus. Se possível, dobre os seus joelhos e prostre o seu rosto perante Aquele que pode todas as coisas e que tem toda sorte de bênçãos para derramar sobre sua vida.

Não espere respostas prontas de Deus. Ele não lhe dará um Hotpocket Sadia, que basta um minuto no microondas e já estará pronto. Deus sabe de todas as coisas. Ele conhece nossos corações. Seja sincero diante dEle. Não procure ter segundas intenções ao orar, pois ele sabe até mesmo das “terceiras” intenções que você tenha. Abra seu coração a Deus e espere nEle.

“Confia os teus cuidados ao Senhor, e Ele jamais te deixará. Confia os teus caminhos ao Senhor, e Ele por ti tudo fará.”. Salmo 37

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Siga as Instruções.

Fazendo uma alusão a coisas dessa vida, vou deixar aqui uma paródia, eu acho...


Coca-Cola, use e jogue fora.

1 – Entre em uma lanchonete e peça uma Coca-Cola (lata) bem gelada.
2 – Pague no caixa pelo seu refrigerante.
3 – Sente-se e acomode-se.
4 – Abra bem devagar a latinha (o barulho é ótimo) – tssssssssssssssssssss.
5 – Na minha opinião, beba direto da latinha, para não desperdiçar o gás do refrigerante.
6 – Delicie-se com cada gota gelada.
7 – Ao terminar, procure um lixo mais próximo, de preferência com indicações de “reciclável” e jogue fora a latinha.
8 – Retire-se da lanchonete, sentindo-se saciado. Você acaba de “matar” sua sede, e jogou o “resto fora”.


Muitas coisas nessa vida são semelhantes, não acha?

Sinto Muito.

Outro dia escrevi que cabe a Deus compadecer-se de quem quiser se compadecer e ter misericórdia de quem lhe aprouver ter misericórdia. Esse fato é verdade e imutável. Agora é a nos, cabe o quê exatamente?

De ontem para hoje fiquei pensando nisso. E acabei chegando à conclusão, que, mesmo não sendo inerente a nós essas funções, acabamos por desempenhando esses papéis, mais do que gostaríamos (eu acho).

O tempo todo estamos diante de situações que envolvem outras pessoas. E, muitas das vezes cabe a nós exercermos a compaixão e ou a misericórdia. Agora o que guia nossa vontade e nosso pensamento? É exatamente isso que não sei. Temos o hábito de envolver diversas pessoas em nossas vidas, num turbilhão de emoções e situações e, de repente, temos que decidir algo que vai envolvê-las, quer queiram, ou não.

Vou citar um exemplo: você se envolve emocionalmente com alguém. Inicialmente as coisas caminham normalmente, da forma que deveria ser (ou não). Mais à frente, você se depara com outra pessoa, e, por descuido ou o que quer que seja sua justificativa, acaba se envolvendo com essa pessoa também. Certamente algo de errado está acontecendo, e é necessário fazer alguma coisa a respeito.

Pois bem. A quem você vai exercer a sua compaixão e a sua misericórdia? Para qual pessoa irá se inclinar a sua decisão?

Para não ficar apenas nesse exemplo, vou buscar outro: você é o encarregado de um setor da empresa na qual trabalha. Ela está passando por dificuldades e lhe foi solicitado reduzir o seu quadro funcional. Acontece que todas as pessoas que trabalham com você têm as mesmas qualificações profissionais, e no caso de algumas, existe uma estima da sua parte por elas. Ademais não restam tantas distinções entre os eleitos à demissão. O que guia seu coração nessa hora? A quem irá a sua compaixão?

No segundo caso ainda sobram quesitos mais técnicos que podem ser usados na avaliação. Mas e no primeiro caso? Existem critérios técnicos? “Tempo de serviço” ou coisa parecida? Acho que não. Aqui, a decisão vai “na pura emoção”. E aos vencedores os louros. Aos perdedores, um “sinto muito”!

Mas o que lhe pergunto é: Sente mesmo?

Um abraço a todos.

Ps.: Estou com uma postagem sobre caráter salva no Blog, mas sem publicação. Ainda estou pensando se vale a pena falar de algo tão delicado. Na verdade já falei, mas não sei se publico...

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Caráter.

Caráter – uma questão de bom senso.

carácter (át ou áct)caráter (át) ou carácter (áct)
(latim character, -eris, sinal, marca)

s. m.

1. O que faz com que os entes ou !objetos se distingam entre os outros da sua espécie.

2. Marca, cunho, impressão.

3. Propriedade.

4. Qualidade distintiva.

5. Índole, gênio.

6. Firmeza.

7. Dignidade.


Bom, é claro que estou falando de caráter no sentido de índole, gênio, dignidade. Esse é um assunto delicado, mas vou me embrenhar por ele.

Uma das questões que percebi que envolvem o caráter de uma pessoa, diz respeito ao intento que a mesma tem ao entrar em sua vida. A pessoa de caráter duvidoso (e vou dizer isso para não chamar ninguém de mau caráter), entra em sua vida, se envolve nela, conquista sua amizade, seu carinho, muitas vezes o seu amor, e quando menos esperamos ela vai e pisa na bola conosco. Sua postura e seu comportamento estão repletos de segundas intenções.

Ao mau caráter falta muitas vezes virtudes mais presentes em outras pessoas. Não existe aquele que é perfeito, mas temos aqueles nos quais os defeitos são menos acentuados.

Não me julgo coisa alguma, pois sei que sou apenas pó e ao pó retornarei. Sei da minha natureza humana e que essa é fraca e efêmera. Mas, pelo menos junto àqueles que prezo, que dou valor, procuro demonstrar apenas as coisas que me são boas. Procuro demonstrar a elas o melhor do meu caráter. Pena que nem todos que encontramos pelo caminho também são dessa maneira.

Acredito que já no meio desta postagem, muitos estão apontando o dedo para diversas pessoas que conhecem e que gostariam de colocar o caráter em dúvida. Todavia o sentido principal é olharmos para nós mesmos e julgar em que instância estamos sendo de bom ou mau caráter com aqueles a quem temos estima. Não traia a confiança de ninguém, mas entenda que ao faltar com a verdade com alguém, você já estará fazendo isso.

Cada um tem seu modo de pensar e justificativas. Mas além de tudo, tem as verdadeiras respostas em seu coração.


E são essas que valem.



domingo, 24 de janeiro de 2010

Longa Caminhada.

Nesse final de semana estivemos na cidade de Rio Casca para comemorar o noivado de nossa amiga Patrícia. Quem me conhece sabe que minha ida para lá foi algo inusitado. Não tenho o costume de fazer "programas" como esse. Mas valeu a pena.

Um momento emocionante da festa de noivado foi a troca de vídeo entre os noivos. E quero falar um pouco sobre isso. Na verdade mais especificamente sobre a música usada como tema dos vídeos, que por sinal era a mesma (bela coincidência).

Longa Caminhada. - Marina de Oliveira

Foi longa caminhada mas eu te encontrei
Tão perto dos meus olhos nunca imaginei
Depois de tantos vales de infelicidade
Eu duvidei
Depois de tanto tempo e tantas lutas
Deus me deu você
E hoje eu sei

Você estava guardado desde quando eu nasci
Era um propósito eterno para mim
Até agora guardado
E valeu tudo que esperei
Quando em seus braços meu amor
Eu me encontrei

Nunca imaginei sentir tão grande amor
Mas nos planos de Deus estavamos nós dois
Foi tão de repente
Que sua timidez me conquistou
Eu me apaixonei e já não tinha dúvidas
Que era você
E hoje eu sei

Foi longa caminhada eu sei
Mas eu te encontrei.


A letra da música é muito bonita. Me emociona quando a escuto. Porém fico aqui pensando o que nos leva a acreditar que existe alguém que estava guardado para nós desde quando nós nascemos. Que esse era um propósito de Deus para a nossa vidas. Que estava nos planos dEle que essas duas pessoas se encontrassem. Que não há mais dúvidas. A paixão é arrebatadora. Por mais longa que tenha sido a caminhada, naquele momento encontramos nossa "cara metade".

Meus pensamentos não param. E os casamentos que não se perpetuam? Para onde foi o sentimento que existia entre as pessoas quando estas se conheceram? Não estou falando de aliança e nem de compromisso, pois sei que esses dois itens mantêm muitas pessoas juntas. Estou falando sobre amor, sobre carinho, amizade. Sobre o sentimento que existe ou existia quando falamos para o outro que "foi longa a caminhada, mas eu te encontrei." Acho que vou acabar voltando ao que tenho pensado ultimamente: se os relacionamentos, principalmente os casamentos, não forem um exercício diário de amor entre o casal, de respeito, de responsabilidade, de auxílio, a probabilidade de algo dar errado é muito grande. E não estou certo se existe volta quando chegamos a um ponto em que o desânimo tomou conta de nós. Muitas vezes ainda temos um grande sentimento pela outra pessoa. Temos um carinho enorme, amizade e, às vezes até amor, mas já não temos isso pelo relacionamento. Já não nos sentimos mais fazendo parte do mesmo "todo".

Quando vi aqueles dois jovens trocando as alianças fiquei pensando nisso. Como é bom ver o brilho nos olhos dos que estão se comprometendo naquele instante. É algo maravilhoso. Enche o coração de todos os presentes. Acabamos acreditando mesmo que existe tudo isso que falei. E, pra falar a verdade, eu acredito. O que ainda estou procurando é entender o que faz com que isso se perca no meio do caminho. O que torna as coisas tão difíceis de serem "levadas". Por que nos esquecemos desse propósito de Deus? Qual o motivo de deixarmos de lado algo que acreditamos um dia? Todavia minhas dúvidas e meus questionamentos não tornam as coisas mais fáceis. Eles não fazem o tempo parar...

Ainda vou "ruminar" isso por um bom tempo. Sinto isso dentro de mim. Por hora fica aqui o conselho de quem tem "pensado" muito a respeito: não saiam da "estrada de tijolos dourados". Não se deixem levar pela rotina do dia a dia, pela correira da vida cotidiana. Não se percam pelo caminho, pois nem sempre teremos a condição de fazermos como a pequena Dorothy e encontramos o caminho de volta para o Kansas.

Um abraço a todos.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Há tempo para tudo.

No livro de Eclesiastes, capítulo 3, encontramos a seguinte passagem:

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; tempo de espalhar as pedras, e tempo de ajuntar as pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado; e tempo de falar; tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de estar calado, e tempo de paz... Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até o fim... Eu disse em meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.”


É difícil perscrutarmos o coração de Deus. Por hora prefiro apenas pensar que há tempo para tudo debaixo dos céus, e que todas as coisas têm o seu propósito perante Deus.

Há tempo para abraçar e tempo para deixar de abraçar. Há tempo de nascer e de morrer. Tempo de rir e de chorar, tempo de buscar e tempo de perder...

Cada dia demonstra em si mesmo o seu tempo. Estou aqui sentado tentando entender em que tempo estamos... Não é esse texto tão deprimente assim (deprimido devo estar eu, mas ainda são). Estou tentando apenas me certificar se está na hora de deixar todas as coisas para trás, deixar de abraçar, deixar morrer certos sentimentos, chorar e entender que tem horas que precisamos perder tudo aquilo que julgávamos precioso em nossas vidas e criar novos valores.

Cabe a Deus compadecer-se de quem quiser se compadecer e ter misericórdia de quem lhe aprouver ter misericórdia.

Um abraço a todos.

Os textos de hoje foram meio pesados. Me desculpem os leitores.

Lá vai o trem!

Tem uma música do Milton Nascimento, “Encontro e Despedidas” que gosto muito. Principalmente por em momentos da minha vida me identificar com trechos da melodia.

“Todos os dias é um vai-e-vem. A vida se repete na estação. Tem gente que chega pra ficar. Tem gente que vai pra nunca mais...”. A vida é repleta de momentos únicos. Em alguns deles pessoas maravilhosas chegam em nossas vidas. Outros são aqueles repletos de surpresas. Todavia há horas em que precisamos partir, ou melhor, deixar algumas pessoas irem.

Tenho um histórico familiar bem complexo. Poucas pessoas conhecem a fundo todos os episódios que marcaram minha história como um todo. Mesmo assim, diante de fatos recentes, creio que está na hora de algumas delas partirem, ou quem sabe de eu partir.

“Tem gente que vai e quer voltar. Tem gente que vai, quer ficar. Tem gente que veio só olhar. Tem gente a sorrir e a chorar. E assim chegar e partir...”. A vida é assim. Não tem como ser tão diferente. Muitas vezes partimos sem querer e outras vezes nos intrometemos apenas para olhar. E assim vão ficando pelo caminho pessoas a sorrir e a chorar. Nesse caso, acho que a chorar.

Mas não deixam de ser “dois lados da mesma viagem”. O mesmo trem que chega é o trem da partida. São horas que existem encontros e despedidas. E a plataforma dessa estação não deixa de ser a nossa vida.

Sei que reviravoltas existem. E é por isso mesmo que a estação sempre vai estar posta a aguardar o retorno de algum trem que partiu. São decisões difíceis de tomar, mas, às vezes, necessárias.

Todos somos responsáveis por nossos atos. Até mesmo eu, diante de posições radicais que precisam ser tomadas, pelo bem de uns ou de todos. Muitas vezes são atitudes que visam nos poupar de continuar a sofrer e a chorar. Outras vezes, apenas para aplacar o orgulho ferido. Todavia o trem tem que cumprir o seu horário. E, se não me engano, estou ouvindo o seu apito, anunciando a partida.

Um abraço a todos.